Sugestão Musical: Carinhoso - Pixinguinha.
Parei para pensar que a forma pela qual uma mulher liga seu caminho ao de um homem, contraindo um relacionamento formal, tem se configurado nesses últimos anos em um retrocesso. Vou explicar:
Parei para pensar que a forma pela qual uma mulher liga seu caminho ao de um homem, contraindo um relacionamento formal, tem se configurado nesses últimos anos em um retrocesso. Vou explicar:
Repare você que desde os tempos mais remotos até a idade média, as mulheres eram “dadas” em casamento a um homem, por seu pai e em algumas culturas no Oriente Médio eram (e ainda são) literalmente vendidas, isto é, o homem pagava um “dote” à família da moça e esta, por sua vez, a entregava ao homem. Repare agora que a partir da Idade Moderna a opinião da mulher passou a influenciar gradativamente na escolha do homem com quem ela contrairia um relacionamento, até o ponto em que a mulher já decidia por sim própria com quem queria se relacionar e como seria esse relacionamento, que já veio a acontecer na chamada “Idade Contemporânea” e é o que vigora até hoje. Até este ponto, você não deve estar lendo nenhuma novidade, mas o que eu quero que você perceba é como este processo tem se tornado um retrocesso, de alguns tempos para cá. Acompanhe:
No tempo em que as mulheres eram “dadas”, ou “vendidas” a um homem, o seu principal medo era que esse homem não gostasse de alguma coisa nela e por isso NÃO A AMASSE, repare que isto nada tem a haver com estética, aparência, ou qualquer fator social, como o homem ser rico ou pobre, ou ser famoso, popular, etc. O medo que as mulheres dessa época tinham era de não serem amadas, de serem desprezadas pelos seus respectivos maridos e por isso elas se dedicavam o máximo possível para agradá-los. Era necessário que a mulher se emancipasse, se libertasse daquilo e fosse livre para escolher o homem que a correspondesse, que a amasse de verdade, para que ela não ficasse mais sujeita a sorte de seu marido amá-la ou não. E foi o que aconteceu, pelo menos na maioria das culturas ocidentais. Inventou-se o namoro, como ele é conhecido hoje e com isso, homens e mulheres puderam se conhecer melhor antes de firmar uma aliança concreta e duradoura, isto é, o casamento.
Foi uma época de esplendor. Os homens agora não tinham mais que pagar aos pais da moça, mas sim, tinham que ter um trabalho muito mais difícil, porém bem mais prazeroso: CONQUISTAR O CORAÇÃO DE UMA MULHER. Assim surgiram as serenatas, buquês de flores, as cartas de amor, as juras de amor eterno, os olhares acanhados cruzados na rua, os bailes de vanguarda, etc. As mulheres procuravam nos homens palavras de amor, olhares apaixonados, abraços ternos, enfim, o que elas sempre quiseram: AMOR. Repare que até aí, pouco influenciava fatores sócio-culturais como popularidade e beleza, contava mais o charme e a inteligência era o afrodisíaco. O principal, era o homem dar “uma prova de amor”, as famosas “loucuras que se faz por amor”, isto é, coisas absurdas para provar que se ama alguém, tiveram seu auge nesse momento da história.
Agora, note você que da década de 70 pra cá, a coisa tem sofrido um declínio, que até o fim dos anos 90 era sutil, mas nesta “geração 2000” miserável (no mais amplo sentido da palavra) sofreu uma queda brusca. A partir dos anos 70, coisas como ter um carro e certa popularidade, começaram a influenciar na escolha das mulheres em relação aos homens, na década de 80, coisas como usar roupas “descoladas” e saber dançar em discotecas, se tornaram fundamentais...A coisa foi se tornando cada vez mais fútil...Na década de 90 surgiram as famosas “tribos”: Quem era rockeiro, tinha cabelo grande, calça rasgada, só andava de preto e tinham as mulheres que se interessavam por esses caras, as chamadas “marias-guitarra”; tinham os caras inteligentes, que se matavam de estudar, usavam colarinho apertado, óculos de fundo de garrafa e cabelo penteado engomadinho e tinham as mulheres que se interessavam por esses caras, as chamadas “marias-nerd”; entre outros grupos de pessoas, contudo, ainda assim se ouvia falar de amor e a MAIORIA das mulheres, além dessas características, isto é, estilo, popularidade, entre outras, exigiam do homem o que sempre exigiram: amor.
Porém, neste início de segundo milênio, essas “tribos” se reproduziram e se subdividiram em inúmeras outras, gerando novas tribos ou “sub-tribos” e com elas uma infinidade de estilos e maneiras de pensar e agir, o que incluiu inúmeros outros fatores que pesam na escolha de uma mulher em relação a um homem, de modo que se você perguntar a uma mulher o que ela procura em um homem, dificilmente ela te dirá de cara: que ele me ame.
As mulheres estão cada vez mais vulgares e fúteis no que diz respeito às suas exigências. Vivemos sob o jugo de uma cultura maldita, que eu particularmente chamo de “indústria do playboismo”, que é uma cultura que tende a homogeneizar os homens, matando suas peculiaridades e vendendo-os como produtos. As mulheres olham para os homens a partir de seus braços, abdome, roupas, tênis, condição social, etc. E se você perguntar: “Seu namorado te trai?”. Ela responderá: “ Tô nem aí pra isso, se ele me meter chifre, eu meto nele também, o que importa é que ele é gostoso.”(...) QUE COISA MAIS LAMNETÁVEL!!!(...) A que ponto nós chegamos? As mulheres perderam a fé no amor, a fé nos homens e demonstram isso quando dizem expressões como: “Homem é tudo igual(...)”. NÃO!!! Os homens não são todos iguais, eu protesto! Os homens iguais são esses que são produtos da indústria do playboismo, esses sim, que medem seu nível de “macheza” pelo número de vezes que traem suas respectivas companheiras. Mas enfim, além disso, como eu já disse, a proliferação das tribos tem significativa contribuição na cegueira das mulheres, pois escondem o coração dos homens atrás de estilos e formas de agir.





